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NESTE MUNDO DE HERÓIS É BOM QUE VOCÊ TENHA AUTOCOMPAIXÃO

Vivemos em um mundo em que os discursos que prevalecem são: “todo mundo pode fazer o que quiser, basta ter força de vontade”; “você é do tamanho do seu sonho”, ou “querer é poder” e, por aí vai. Você já deve ter ouvido ou dito isso. Eu também já ouvi e, provavelmente já disse (que vergonha). Porém, a grande verdade é que você conhece um monte de gente competente que não chegou “lá”. E, talvez você seja uma dessas pessoas. E se for, fica desesperada quando se depara com esses discursos. E mais desesperada ainda, quando abre revistas como VOCÊ S/A e EXAME, por exemplo e, vê aquela garotada de 25 anos de idade, fluentes em mandarim, alemão, francês e, obviamente, inglês e espanhol, que já deram a volta ao mundo, tem MBA em Harvard e, são vistos como os futuros executivos das empresas em que trabalham. Portanto, Se você se identifica com essa longa introdução [para os padrões digitais], continue lendo o texto e aprenda a ter compaixão por você mesmo.

Para entender melhor o que se pretende com o termo autocompaixão, é útil considerar primeiro o que significa sentir compaixão pelos outros, um conceito com o qual muitos de nós temos mais familiaridade, ou não.

A compaixão envolve sensibilidade à experiência do sofrimento. Isso significa abrir a consciência para a dor dos outros, sem evitá-los ou desconectá-los, e permitir que sentimentos de bondade para com os outros e um desejo de aliviar seus sofrimentos surjam.

A compaixão também envolve uma compreensão da condição humana, por mais frágil e imperfeita que seja, e uma disposição de estender esse entendimento a outras pessoas quando elas falham ou cometem erros.


Ao sair do seu quadro de referência habitual e se colocar na posição dela, você começa a vê-la como um ser humano real que está sofrendo. Quando isso acontece, seu coração não pode deixar de se conectar com o dela. E aí você pode descobrir que a situação dela o emocionou, e por conta disso, você pode tentar aliviar a dor dela de alguma forma.

Assim como podemos sentir compaixão pelo sofrimento de outras pessoas, podemos estender esse sentimento por nós mesmos quando sofremos, independentemente de o sofrimento ser resultado de circunstâncias externas ou de nossos próprios erros, falhas e inadequações pessoais.

A autocompaixão, portanto, envolve ser tocado e aberto ao próprio sofrimento, não evitá-lo ou desconectá-lo, mas sim, procurar gerar o desejo de aliviar o sofrimento e curar-se com bondade.


A autocompaixão também envolve oferecer compreensão sem julgamento em relação as nossas dores, inadequações e falhas.

Isso faz sentido pra você? Pra mim faz. Acredito nisso! Por isso desejo que tudo lhe vá bem e, que seu dia seja marcado pela autocompaixão, que é diferente de ter pena por si mesmo (mas isso é conteúdo para outro texto).

Texto inspirado em Lewis e Short (1879), Wisper (1991), e Neff e Davidson (2016).

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